27 de maio de 2012

Sobre deixar ir

Se permita pensar no assunto, se permita sofrer exageradamente, permita o dramalhão mexicano, o choro nas músicas ridículas de dor de cotovelo, nas comédias românticas, se permita sentir o que deve ser sentido até que em algum momento você vai se olhar e começar a achar graça de tudo aquilo, a achar meio ridículo de uma forma leve e ai vai vendo as outras coisas realmente importantes ao seu redor e elas vão tomar conta do seu tempo, da sua mente, do coração e ai vão acontecer coisas boas, aparecer pessoas legais na sua vida e te fazer um bem que, se as coisas não tivessem sido como foram, jamais teriam acontecido e você vai saber que foi melhor assim...
Talvez não deixe de doer quando a lembrança vier, talvez leve um tempo até que não se sinta mais socos no peito quando a memória insistir em trazer aquilo que o coração luta pra deixar para trás, não é proibido ter mágoa, mas não há porque criar um outro caso de amor com o sofrimento.
Vai vivendo, um dia de cada vez, sem pânico, sem desespero e tudo vai ficando melhor, vai voltando a ser bonito, a ser bom... leve, do jeito que tem que ser!

8 de maio de 2012

Sobre morar sozinha


7 de maio de 2012

Sobre declarações de amor ou uma própria


Se você vem enfeito a casa pensando no que você acharia mais legal
Não compro roupa nova, ponho aquela do primeiro encontro que sempre
faz você me olhar da mesma maneira que olhou naquele dia
Ponho aquela mesma calcinha, que não é a mais nova nem a mais legal,
mas a que te faz rir e me olhar com cara de: “não acredito que você lembrou”
Busco maneiras práticas no google de fazer o seu prato predileto,
provavelmente algo com coração
Compro o melhor vinho, mesmo que compre no cartão dividido em doze
vezes para começar a pagar daqui a dois meses, mas você vale tudo isso
Passo o perfume que você conhece e gosta, que já está acabando e eu só
uso quando vou te ver
Seleciono as nossas melhores músicas, e algumas outras que você gosta
e que vai ficar feliz em ver que eu lembrei
Ensaio na frente do espelho algumas declarações que te farão me olhar
de um jeito meio bobo, o jeito bobo que só fica lindo em você
Se você vem, eu torno todo o meu mundo mais bonito
Transformo tudo para que você goste e queira ficar
E me esforçarei pra gente ser feliz, até que um dia não vou mais
precisar fazer nada, a gente simplesmente vai ser feliz
Eu só preciso que você venha...

Sobre engolir o próprio coração

untitled by new legs on Flickr.

Você pode escolher falar, colocar toda dor para fora, ou até mesmo explodir e se permitir perder o controle. Ou pode calar, para não incomodar, engolir tudo aquilo que fica ferindo, latejando para sair e tentar se acostumar a viver com o peito apertado, sufocado, mas é provável que se torne uma pessoa fechada, magoada, amarga e cada vez mais distante e consequentemente solitária.
É tudo uma questão de escolha e de saber o que realmente vale a pena!



2 de maio de 2012

Sobre a dor de amor




ffffound.com


E de repente todas as dores possíveis de serem sentidas no corpo inteiro, ao longo de uma vida, te atingem de uma só vez. Todas as dores do mundo lançadas impetuosamente ao peito, machucando um espaço tão grande que não permite saber de onde, exatamente, ela vem. Como se o coração, estômago e pulmão pulassem descuidados dentro de um enorme furacão e fossem sendo torcidos, destroçados, misturados e encolhidos com tanta força que a única coisa que vem à mente é pôr isso pra fora, mas não há como pôr pra fora, não há maneira alguma de se libertar daquilo que te sufoca, que não te permite respirar, pensar, falar ou nem mesmo sequer gritar por socorro, apenas sentir, calado, quieto com todo aquele mundo de machucados te devorando e destruindo de dentro pra fora, com todo gelo que não vem do frio de fora nem pode ser aquecido, tornando todo resto do seu corpo completamente fraco, trêmulo, vulnerável, inútil!